O quê é chakra?
O que significa alinhamento energético?
Reiki funciona?
Para responder estas perguntas é preciso aprender algumas teorias.
É como ensinar alguem a fazer um bolo sem que este alguem nunca tenha visto uma cozinha na vida.
A ociosa rapidez com que queremos elucidar as dúvidas tem levado ao meio aprender sobre as questões do corpo da mente e espírito.
A geração das informações rápidas aprendem muito de tudo e pouco de algo com profundidade.
Compreender energia,entender a comunicação da matéria com a energia, observar a transmutação de energia matéria e vice versa,carece mais do que a visão de figuras e textos resumidos.
A terapia holística compreende a visão global da tríade espírito, corpo e mente.
O tempo se torna inimigo ou aliado, de acordo com a real necessidade do paciente.
Apresento abaixo uma serie de lições importantes para o leitor entender a maravilhosa viagem do corpo transição com a energia.
Nosso corpo busca a homeostase, ou seja, a melhor forma de estar, de ter uma condição de equilíbrio e estabilidade interna entre as milhares de atividades ininterruptas que compõe um organismo vivo. Nossos sistemas internos, como controle do PH corporal, salinidade, controle da temperatura corporal, da excreção ou eliminação de resíduos metabólicos, o nível de glicose, o nível de oxigênio corporal, estão em constante troca e relação com o meio externo, que também indica reações e relações do corpo com o ambiente. Do interno com o externo. Essa constante troca entre ambiente interno e externo fica evidenciada no mundo celular, onde cada célula precisa definir o que entra e o que sai. Tradicionalmente reconhecemos o DNA (que é contido no núcleo da célula) como o “cérebro e a inteligência da biologia”, ou seja, o principal responsável pelo que acontece na vida da célula.
Todas as características, capacidades e limites pessoais são geneticamente herdados, e necessariamente serão desenvolvidos a partir de uma determinação genética.
Nos caberia somente assistir. Na contracorrente, Bruce H. Lipton, biólogo do desenvolvimento mais conhecido por promover a idéia de que genes e DNA pode ser manipulado por crenças de uma pessoa,
tem se empenhado em demostrar que a relação que estabelecemos com o ambiente que nos cerca (seja ele um ambiente estressante, limpo, agradável, urbano, natural, etc) é fundamental para que determinados genes sejam ativados. Por exemplo: ter o gene causador do câncer não quer dizer ter o câncer.
Um meio toxico oferece poucas possibilidades saudáveis a célula, logo o que ela conseguirá trocar com o meio será quimicamente pobre.
Enquanto uma célula que dispões de um meio ambiente mais saudável, logicamente absorverá e trocará matérias mais saudáveis.
Explica Lipton: “A confusão ocorre porque a mídia deturpa o sentido de dois termos muito importantes: correlação e causa.
Uma coisa é dizer que um fator está relacionado a uma doença, outra é dizer que ele é a causa dela, pois isso envolve uma ação direta.”
O corpo humano é um lindo agrupado de células especializadas (organismos) vivendo em comunidade.
Mais ou menos 50 trilhões de organismos.
Em pesquisas com células realizadas em laboratório por cientistas há bastante tempo, mais ou menos cem anos atrás, Bruce Lipton, nos conta que com a retirada do núcleo, material genético, ou cérebro da célula (processo chamado enucleação) de uma célula eucarionte, ela não “morre”.
Ou seja, existe uma inteligência vinda de outro lugar na célula, com a capacidade de manter o organismo celular vivo.
Ela continua a funcionar normalmente com a respiração, metabolização, excreção, mobilidade, comunicação com outras células, etc.
Claro que com a retirada do núcleo a célula sofre sintomas, não pode mais recuperar as proteínas perdidas, ou dividi-las.
O que acarretará em sua morte alguns meses depois da enucleação.
Lipton: “O objetivo dessa experiência é verificar se o conceito de que o núcleo é o “cérebro” da célula tem validade.
Se ela tivesse morrido imediatamente após a enucleação, a teoria estaria correta.
Mas os resultados são muito claros: células enucleadas mantêm seu complexo e coordenado comportamento de manutenção da vida, o que nos leva concluir que seu “cérebro” ainda está intacto e em pleno funcionamento.”
O centro da célula, o núcleo formado por DNA ou genes, é revestido por proteínas, que permitem ou não o acesso à carga responsável por determinadas características, sendo essas proteínas, por sua vez estimuladas por sinais do ambiente.
Essa percepção de que ação do DNA depende da relação da célula com seu meio e da ativação ou não das proteínas que revestem o núcleo que contém o DNA, abriu espaço para uma nova ciência, a Epigenética, que, de maneira simplificada, estuda características herdadas pelas próximas gerações mas que não estão contidas no DNA, onde hábitos de vida e o ambiente social em que uma pessoa está inserida podem modificar o funcionamento de seus genes.
É interessante perceber que essas novas ideias e descobertas nos fazem rever a importância do ambiente e da relação que estabelecemos com ele.
Desde os aspectos mais físicos e visíveis, como o lugar onde moramos e trabalhamos até os mais sutis, como os sentimentos de amor, raiva, competitividade, tristeza, alegria, tranquilidade.
Tudo isso será traduzido quimicamente para o ambiente celular.
Explico: é na membrana celular que ocorre a definição do material (ou estímulo) que entrará através das proteínas receptoras da célula e desencadeará a ativação ou não das informações contidas no DNA.
Esses estímulos que serão ou não absorvidos pela membrana, podem ser vibracionais como a luz, frequências de rádio, sons e até mesmo pensamentos e emoções.(compreensão de cromoterapia, aromaterapia)
Moacir Lima nos conduz pelo caminho do estímulo até chegar à célula: “cada emoção gera a produção, pelo hipotálamo, de pequenas cadeias de aminoácidos chamadas peptídeos.
Esses peptídeos, via pituitária, são jogados na corrente sanguínea em forma de neuropeptídios ou hormopeptídeos e vão ao encontro das células.
Cada peptídeo é produzido a partir de uma emoção. (Compreender a emoção analisando o sentimento) Sendo cada peptídeo produzido a partir de uma emoção, temos peptídeos para o amor, a ira, e assim por diante, para cada estado emocional.
As células, menor unidade de consciência de nosso corpo, possuem múltiplos receptores, correspondendo a cada peptídeo um receptor especializado.”
Pois bem, se uma força invisível molda a forma visível e comportamental, podemos dizer que uma força energética molda a matéria.
Outra descoberta ainda mais contundente: a de que os átomos emitem energias estranhas, como raios X e radioatividade.
Na virada do século 20, uma nova geração de físicos se propôs a mostrar a relação entre energia e estrutura da matéria(…) deixaram de lado os conceitos newtonianos do universo material porque perceberam que o universo não é composto de matéria suspensa no espaço vazio, mas sim de energia. Óbvio depois que se estuda física quântica.
A física quântica descobriu que os átomos físicos são constituídos de vórtices de energia que giram e vibram constantemente.
Cada átomo é um centro que gira e irradia energia e cada um deles tem uma assinatura (movimento) e constituição (moléculas) próprios.
Por isso emitem coletivamente padrões de energia que podem ser identificados. Todo material no universo, incluindo você e eu, irradiamos uma assinatura energética própria.” (campo aurico ou energético)
“Átomos físicos são constituídos de vórtices de energia que giram e vibram constantemente”, essa imagem descrita pelos estudos da quântica.
Estudando a mistica oriental sabemos que o enunciado apresenta os chakras.
“Na literatura esotérica oriental cada chakra é visto como se tivesse certo número de pétalas.
Numa investigação mais rigorosa, as pétalas parecem ser pequenos vórtices que giram a velocidades muito altas. Cada vórtice metaboliza uma vibração de energia que ressoa em sua frequência de giro.”
Essa energia do universo ou, como define Brennam, campo de energia universal (CEU), é muito semelhante ao que nos relatou Lipton anteriormente quando disse que o “universo não é composto de matéria suspensa no espaço vazio, mas sim de energia”, Brennam relata “se definirmos a matéria como energia condensada, o CEU poderá existir entre o que presentemente se considera o reino da matéria e o reino da energia (…) alguns cientistas chamam ao fenômeno de CEU de bioplasma.”
Para o organismo, o alimento é formador e reconstituidor, é “combustível”.
Na falta dele, ou com alimentos de pouca qualidade nutricional, o corpo fica fraco, desnutrido, doente.
Segundo Brennam, o fluxo de energia entre nós e o universo é fundamental na saúde do corpo, é “alimento” também: “É importante abrir os chakras e aumentar o fluxo de energia porque, quanto mais energia deixamos fluir, tanto mais sadios seremos.
A doença do sistema é causada por um desequilíbrio da energia ou uma obstrução de seu fluxo.
Em outras palavras, uma falta de fluxo no sistema de energia humana acaba levando à doença.”
Se existe algum desalinhamento ou bloqueio nesse fluxo de energia, haverá desalinho no corpo físico.
Além de boa alimentação, de bom sono, a movimentação corporal, a atividade física, a tomada de consciência são bons meios para manter esses fluxos equilibrados.
Até mesmo para que consigamos reconhecer essa relação energética que temos com o todo.
Brennam diz: O ideal é manter o próprio corpo saudável por meio de exercícios e alimentação sadia, dieta equilibrada descanso e lazer.
convém-lhe fazer alguma forma de exercícios físicos de manhã, e alguma meditação, a fim de concentrar-se e abrir os chakras.”
A visão quântica de mundo, a percepção sutil do corpo, a tomada de consciência e responsabilidade por nossa saúde física, emocional o autocuidado, a honestidade própria, as relações que estabelecemos com os outros e com o meio nos trazem a percepção de sermos seres integrados com o invisível e o visível, claro.
Não somos mais seres agindo por simples comando pré-determinado genético, mas nos percebendo como seres em constante relação, moldando e influindo a matéria, responsáveis pelo universo ao redor.
Estamos vivendo obedecendo a regra do aqui agora,integrado ao todo.
Estamos seguindo o fluxo e cuidando da embarcação.
Homeostase, a melhor forma de estar em equilíbrio.
Se cada um estiver em equilíbrio, logo o entorno será mais equilibrado e assim reverberará em frequências mais elevadas…
Referencias:
Blog vivências corporais www.vivenciascorporais.com
Wickpedia.
Brennam, Barbara Ann; Mãos de Luz – Um Guia para a Cura através do Campo de Energia Humana. Editora Pensamento, São Paulo.
1987 Lipton, Bruce H.; A Biologia da Crença – Ciência e espiritualidade na mesma sintonia: o poder da consciência sobre a matéria e os milagres.
Editora Butterfly, São Paulo. 2007 Lima, Moacir Costa de Araújo; Afinal, quem somos? Editora AGE, Porto Alegre. 2006